O que não disseram sobre baterias

Hoje quase todos os equipamentos eletrônicos funcionam à bateria. É uma conveniência para quem quer que um dispositivo seja usado em qualquer lugar, carregado em viagens e não deixe na mão mesmo quando você está em meio a um blackout. Mesmo assim, tão populares, as baterias geram confusão e dúvida.

O que não disseram sobre baterias

São muitas as mentiras que se dizem das baterias por aí, diversas delas vindas do fato de que muitos não percebem que as baterias evoluíram, e por conta disso diversas dicas sem pé nem cabeça de como fazê-las viverem mais.

Então, para que não reste dúvidas, vamos esclarecer os principais pontos e ajudar você a conservar a bateria de seus equipamentos por muito mais tempo.

Do tempo do vovô

Tá bem, no tempo do vovô não existia muito esse assunto de bateria, mas você entendeu: nos referimos às baterias de antigamente (mas não tão antigamente). Antes das baterias de íons de lítio chegarem ao mercado com o pé na porta, existia um tipo fabricado com Níquel-Cádmio. Essa tecnologia era menos eficiente e, com o alto número de recargas, se inutilizava.

Era o chamado “efeito memória” e por conta dele vinha aquela recomendação: “deixe a bateria descarregar completamente antes de uma nova recarga”. Isso porque a bateria se confundia e tomava uma nova carga como um “espera, quer dizer que a minha energia tinha acabado?” e assimilava uma nova capacidade inferior como total.

Agora, imagina como isso não impactaria nos dias de hoje? Esperar um celular acabar a carga para só então recarregá-lo e poder sair de casa… Sorte que o íon de lítio chegou aqui e mandou o efeito memória para um território esquecido. Poético? Na verdade, não, mas muito, muito mais prático.

O que fazer com a bateria?

Recarregar a sua bateria o tempo todo não é danoso. Na realidade, é benéfico. Por conta da estrutura das “novas” baterias, elas funcionam com os ciclos de recarga. Uma bateria de Íon-Lítio pode ser recarregada algumas centenas de vezes (varia de acordo com o dispositivo; dê uma olhada no manual), mas o ciclo conta quando a bateria se esgota por completo.

De tempos em tempos, porém, as baterias modernas precisam de um tipo de manutenção. Não é complicada: basta (aí sim!) deixá-la que descarregue por completo. Realize isso periodicamente (de três em três meses, por exemplo), para que a bateria entenda o nível real de carga que possui e exiba o medidor de bateria corretamente.

Outra coisa importante: evite altas temperaturas. Deixar um aparelho exposto ao sol forte, ou usá-lo em locais pouco ventilados e muito quentes, pode reduzir a vida útil de sua bateria. Fique ligado, também, nas saídas de ventilação do aparelho. Um computador portátil, por exemplo, tem sulcos de ventilação que não podem ser bloqueados para não aumentar a temperatura interna do aparelho. Use seu notebook sempre sobre uma superfície rígida (há almofadas especiais para isso).

Troca de bateria

reciclagem

Dispositivos diferentes possuem baterias diferentes e que, com o passar do tempo, se esgotarão. O Íon de Lítio é o tipo mais comum, aplicado em gadgets, portáteis e computadores, mas o manganês ainda é utilizado para carregar equipamentos que consomem menos energia, como ferramentas elétricas.

Uma bateria bem acondicionada pode viver alguns anos, mas chegará uma hora em que ela não será mais suficiente. Os sinais são claros: o equipamento precisará ser recarregado mais vezes até que, no fim da vida útil da bateria, ele precisará estar constantemente na tomada.

Quando isso chegar, a alternativa é substituir a bateria. Consulte o manual de como fazê-lo. Alguns modelos de notebook têm baterias com ampla disponibilidade, que podem ser trocadas em casa. Outros, exigem a substituição junto à uma assistência técnica. Fique de olho!

E, na hora do descarte, procure postos de descarte seguro. Eles se encarregam da destruição da bateria gasta sem impacto ao meio ambiente. O manual do aparelho normalmente traz o endereço dos locais adequados!

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