TESTAMOS! Diablo III para Xbox 360 e Ps3: a volta da luta entre o bem e mal

Diablo III chega ao Playstation 3 e Xbox 360

Tristam, capital do Reino de Khanduras, em Sanctuary, é o palco de um dos mais cultuados games do gênero Action Role-playing. Quem foi moleque (ou moleca, ou adulto, ou jogador) em meados de 90 se lembra de Diablo.

Era o que se chamava, na época, de Hack and Slash, um game de exploração, com temática de fantasia, em que a função do jogador era desbravar cenários e aniquilar inimigos. A premissa nesse tipo de game era simples, mas Diablo teve o mérito de elevar a barra, com uma história complexa da luta entre a luz e as trevas, assinada por um dos principais estúdios da época, a Blizzard.

Se hoje a Blizzard é conhecida por seu feito de revolucionar o mundo do MMO com o RPG online em larga escala World of Warcraft, há quase 20 anos ela reinava com algumas franquias realmente expressivas. Warcraft, sua primeira, com a batalha entre humanos e orcs; Starcraft, com uma batalha interplanetária em tempo real e Diablo, lançado em 1996.

Warcraft evoluiu, se transformou e foi uma das mais frutíferas séries da Blizzard. World of Warcraft é a prova máxima disso. Mas uma empresa (quase) sempre volta às suas raízes, e ela agradou os fãs com Starcraft 2. Pouco depois, para a felicidade dos fãs, o anúncio de Diablo 3 estava feito, e você verá por que isso é importante.

Saga das antigas

Diablo - o primeirão!

Em dezembro de 96, quando Diablo foi lançado, o mundo dos games estava em transição. Os games começavam a ser feitos para serem jogados realmente até o final, e o computador era uma plataforma muito poderosa, ainda que os videogames domésticos estivessem amadurecendo com a chegada do PlayStation.

Os RPGs eram conhecidos por seus enredos mais avançados que os outros estilos, e os RPGs de ação mesclavam um pouco do que muitos achavam pura lenga-lenga (as histórias complexas) à diversão (sair destruindo tudo que via). Diablo se destacou no gênero, trazendo uma atmosfera sombria e elementos bastante relevantes.

Os games da franquia permitiam a escolha de uma classe de personagem. A classe definia os atributos principais, ou o tipo de herói que você seria na tela. Guerreiros, arqueiros e feiticeiros eram exemplos da série, cada qual trazendo diferenças na forma de jogar. O primeiro título teve uma expansão, assim como o segundo título, lançado 4 anos depois.

Enfim… Diablo III

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A Blizzard precisou de 12 anos (onze, se formos justos e contarmos a expansão de Diablo II) para trazer um novo game para a série. Diablo III foi anunciado em 2008 e trazido ao mundo finalmente em 2012. Ambientado 20 anos depois dos eventos narrados em Diablo II, o game tardio é um item indispensável na coleção de qualquer jogador, os antigos que eram fãs da série e os novos, que tiveram pouca chance de ter contato com o gênero. Pela primeira vez na série, também, é possível escolher ser um herói ou uma heroína, e o sistema de combate foi melhorado, bem como o aparato gráfico (o que, na verdade, não é surpresa, já que em 10 anos muita coisa muda).

Se até o começo do novo milênio as funcionalidades multiplayer eram extras desejáveis e não a norma, as conexões banda larga eram incomuns e os games online não eram muito viáveis. Diablo II já se aproveitava de uma conexão online, mas Diablo III é fortemente baseado nesse recurso, com um modo cooperativo online via Battle.net. O fator replay (quantas vezes você joga um game) foi melhorado com um mecanismo que gera aleatoriamente níveis e encontros.

E um modo PvP, de combate entre jogadores, também foi introduzido recentemente em uma atualização de fevereiro desse ano. Diablo III foi muito aguardado. Tão aguardado que garantiu um recorde como o game de PC mais vendido nas primeiras 24 horas de seu lançamento: 3,5 milhões de unidades. Foi, também, o mais vendido de 2012: 12 milhões de unidades durante o ano. Sucesso, né?

Mas, como você leva um jogo fortemente baseado no mouse e teclado para os videogames? Na realidade, você não leva, você refaz. Diablo III para consoles segue a mesma história, os mesmos cenários, mas está longe de ser o mesmo jogo.

Pinguim na Blizzard e Diablo III – cada um no seu console =D

O Pinguim do Pontofrio.com na Blizzard

Fui até o quartel general da Blizzard essa semana e conferi todos os detalhes que os fãs de Diablo III aguardam ferozmente até o lançamento. Aliás, essa é a última semana para garantir o game na pré-venda e sacolar a camiseta do game de brinde.

Um jogo muito mais dinâmico, teve todos os seus controles refeitos. Os gráficos e mecânica foram repensados para o jogo à distância, do sofá. Isso quer dizer que, se você poderia chamar Diablo de um game “paradão”, isso não acontecerá no PlayStation 3 e Xbox 360 (e, futuramente, no PS4).

E o mais bacana é o modo cooperativo entre até 4 jogadores, seja online (cada amigo na sua casa) ou seja todos no mesmo videogame, na mesma tela. A Blizzard acertou em cheio com a criação do modo cooperativo. Afinal, quantos jogos da atual geração utilizam até 4 controles em uma mesma partida? Pois é….

Essa inovação traz um novo estilo de jogo que, certamente, vai conquistar mesmo aqueles que já possuam o game nos computadores (PC ou Mac).

Diablo III para consoles chega com as melhorias que a versão de PC/MAC recebeu nesse ano de muitas batalhas e vitórias.

Em 3 de setembro você terá a chance de conferir a volta de um clássico, prontinho para jogar no controle. E aí, vai perder?

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