Vivendo como os Jetsons. A casa do futuro - no nosso presente

Vivendo como os Jetsons. A casa do futuro – hoje!

A Casa do Futuro

Na década de 70 e 80 todo mundo achava que nos anos 2000 os carros voariam. Teríamos casas modernas, com robôs assistentes que nos poupariam de tarefas domésticas, nos serviriam o café e arrumariam nossos armários.

Parece piada, mas realmente se acreditou que tudo isso era possível e uma das formas de enxergar o futuro que crianças – e muitos adultos – daquela época viam é colocar um episódio dos Jetsons, clássico desenho animado dos irmãos Hanna Barbera, para rodar na TV.

A gente não chegou lá. É 2015 e muitos podem reclamar que seus carros não voam, que não há hologramas e que se a gente quer um café, tem que levantar e fazer nós mesmos. Mas a gente chegou a um futuro interessante e promissor. Talvez em 2020 os carros ainda não voem e os robôs ainda não sejam nossos serviçais domésticos, mas a gente pode esperar coisa muito inteligente vindo aí.

O futuro do “Smart”

Começou com os telefones, contaminou o mercado de TVs, e aí foi para os relógios e hoje tem uma infinidade de produtos que estão com a febre do smart. Smart virou o nome dado a qualquer aparelho que se conecta.

Se fala muito em um conceito chamado “internet das coisas”, um termo que denota aparelhos que, a partir de sensores e interconectividade sejam capazes de conversar entre si e trabalhar de forma autônoma. São esses os passos que vão transformar as casas em locais muito mais inteligentes.

Os mais atentos nas notícias tem visto um sem fim de produtos smarts que vão do futuro dos relógios de pulso até lençóis para o colchão que podem se esquentar ou resfriar de acordo com a sua temperatura do corpo. Parece loucura, mas foi anunciado e está cada vez mais perto de chegar.

Automação residencial

Toda essa inteligência, quando levada para dentro de casa resulta no que a galera chama de automação residencial. Sabe aquelas lâmpadas que podem ter intensidade e até cores controladas pelo smartphone? Elas se encaixam aqui.

Agora imagine que você está chegando em casa e a porta da sua casa tem um sistema na maçaneta que é capaz de identificar que você é você, pelo seu celular no bolso, e se destranque. Você entra e as luzes se acendem. O ar-condicionado sabia o seu horário e já estava preparado para resfriar o ambiente e é controlado por wi-fi.

Se os Jetsons previram que a gente teria um robô como a Rosie, que chegaria de avental e faria todas as tarefas para a gente, eles falharam em perceber que não seria um, mas uma série de pequenos robôs embutidos em aparelhos que a gente nem lembrava como eram importantes.

E para quem diz que: “ah, mas um robô deveria limpar a minha casa”, a gente tem algumas palavras. Eles fazem. Há toda uma categoria de dispositivos desses, dos americanos Roomba até um setores especializados de grandes empresas como a Samsung se dedicando a fazer aspiradores de pó que, uma vez ligados percorrem a sua casa limpando o chão.

Coisas inteligentes desde já

A casa do futuro, completamente automatizada, pode demorar alguns anos para se tornar real e algumas décadas até que seja um objetivo palpável a nós, brasileiros. Mas os recursos inteligentes de aparelhos já nos beneficiam bastante.

No ar-condicionado, por exemplo, são cada vez mais frequentes os que possuem um mecanismo de agendamento. Ele ainda não é capaz de sentir que você está chegando, mas é capaz de ser configurado para alguns minutinhos antes de você chegar em casa para se ativar e o melhor, tudo através do seu Smartphone. Muitos também trazem recursos próprios para dormitórios, onde a função Sleep adequa a operação para uma noite de sono tranquila.

Falando em agendamento, ainda, mesmo em simples cafeteiras elétricas há função de configuração de relógio e hora de despertar. Ao configurar uma dessas, tudo que você tem que fazer antes de ir dormir é preenche-la com o pó e a água. Aí, na hora decidida (tente agendar seu funcionamento para a mesma hora de seu despertador) ela se encarregará de passar o seu café. E o que combina com café? Pão quentinho, e as panificadoras também seguem uma tendência parecida (você só vai ter que agendar o timer para uma meia horinha antes, é claro).

São coisas impensáveis na época dos nossos avós, dos nossos pais e até mesmo na infância de muitos de nós. Ver que a tecnologia está amadurecendo de tal forma, mesmo que de maneira muitas vezes tímida é um alento para quem tem fome de novidade.

timer-tomada-temporizadorE até as tomadas estão sendo repaginadas. Existem timers especiais que, uma vez colocados, podem ter seu funcionamento limitado a períodos específicos. Dessa forma você foge do consumo mesmo do modo standby quando não precisar ou for se ausentar, sem precisar tirar o seu aparelho da tomada.

Para quem ainda não acreditou que o futuro já chegou, olhe para as televisões. Desconsidere recursos incríveis como o 3D e as telas cada vez mais fina e foque nas capacidades de conexão. Está cada vez comum televisões que se integrem a redes sem fio para compartilhar conteúdo com computadores, smartphones e tablets. Tem TVs que podem ser controladas com aceno e com a voz, a mesma coisa para os videogames, fora os sensores capazes de identificar que você saiu da sala para economizar energia ou saber, por uma câmera, que você é você na hora de sugerir conteúdo.

Os Jetsons erraram. Eles podem ter acertados nas vídeochamadas e errado brutalmente no fato das casas não serem suspensas no ar e em nossos carros não precisarem de garagens flutuantes. Mas o maior erro foi não ter previsto tanta tecnologia simples fazendo tanta diferença. Ainda assim, ninguém imaginaria, não é?

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