Stanley Kubrick - Cineasta, produtor, roteirista... GÊNIO!

Stanley Kubrick – Cineasta, produtor, roteirista… GÊNIO!

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O que você estava fazendo aos 22 anos? O cineasta Stanley Kubrick estava iniciando os trabalhos no que o consagraria como um dos maiores cineastas de sua época e, talvez, o melhor de todos os tempos. O diretor, que se estivesse vivo faria 86 anos no último dia 26 de julho, foi responsável por alguns dos maiores clássicos das telonas.

Embora Kubrick seja unanimidade entre os fãs de cinema, é difícil um consenso sobre quais são seus filmes preferidos. O americano dirigiu com maestria filmes épicos, comédias sutis, dramas e até mesmo horrores, adaptando obras de – até então – pouca projeção e que fizeram sucesso imediato nas bilheterias mundiais.

Então, para comemorar esses mais de 80 anos de aniversário, separamos um pouquinho dos filmes do autor. Encontrar uma ordem de preferência é impossível – não há consenso! – mas se você quer dar um grande filme de presente de aniversário, quer completar a sua coleção ou quer aproveitar algumas das maiores obras que o cinema pode oferecer, sinta-se livre para pinçar alguns desses clássicos.

Década de 50 e 60: “Glória Feita de Sangue”, “Lolita” e “2001”

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Embora não tenha sido seu primeiro filme, o cineasta ganhou projeção em 1956 com o lançamento de “O Grande Golpe” (The Killing), um noir que tem como trama um plano de roubo a um hipódromo. Um filme que inspirou outros cineastas, principalmente por seu modo de narrativa não linear. O filme seguinte, “Glória Feita de Sangue” (Paths of Glory), lançado em 57, tinha Kirk Douglas no papel principal e um enredo antiguerra.

Se 50 foi a década em que Kubrick começou a ganhar notoriedade, a década seguinte marcou a sua consagração. Nessa década, quatro de seus mais importantes filmes foram lançados. Kirk Douglas retorna, já em 1960, no papel principal – e na produção – de “Spartacus”, um épico sobre o escravo romano que se torna gladiador.

“Lolita”, de 1962, é um drama baseado no romance do russo Vladmir Nabokov, em que um professor se apaixona por sua aluna – uma jovem de apenas 12 anos de idade, por quem desenvolve uma obsessão. Kubrick tinha um tino para histórias polêmicas, que se confirmou em “Dr. Fantástico” (Dr. Strangelove or: How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb), de 1964. O thriller de guerra ambientado na Guerra Fria usa o humor negro e satiriza, com Peter Sellers no elenco, o medo de uma guerra nuclear.

Em 1968, Kubrick coloca seu mais importante filme até então nos cinemas. “2001: Uma Odisseia no Espaço” (2001: A Space Odyssey), uma mistura de drama e ficção científica com temas tão atuais e tão pertinentes que mesmo 35 anos depois – hoje – continua relevante e surpreendente. “2001” tem efeitos de cair o queixo e um enredo tão envolvente quanto a sua trilha sonora.

Década de 70: “Laranja Mecânica” e “Barry Lindon”

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Terminar a década de 60 em alta, com 2001, poderia ter assustado um cineasta inexperiente na virada de década, mas não assustou Kubrick, que já em 1970 emplacou outra de suas obras de maior relevância (e grande controvérsia).

Laranja Mecânica” (A Clockwork Orange) é uma ficção científica ambientada em uma realidade paralela, permeada por mais música clássica e uma juventude sádica com suas próprias gírias nadsat. Um filme que aborda de forma contundente temas como ética e moralidade.

“Barry Lindon” – de 1975 – talvez tenha vindo ofuscado demais pelo peso de “Laranja Mecânica”, o que pode justificar o fato de ser um dos filmes de menor impacto de Kubrick. Um drama em duas partes, sobre a vida de Barry Lindon, se destaca por ter sido filmado totalmente com luz natural e com a luz de velas.

Fotos dos bastidores dos filmes de Kubrick

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Décadas de 80 e 90: “O Iluminado”, “Nascido para Matar” e “De Olhos Bem Fechados”

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Um filme de pouco impacto fechando a década de 70, mas virar a década com outro grande sucesso parece ter virado sua especialidade. Em 1980, a fórmula Kubrick + Jack Nicholson + Stephen King teve como resultado um filme que é considerado a obra prima do terror. Em “O Iluminado” (The Shining) um escritor resolve assumir um trabalho de zelador de um hotel que fecha para o inverno e leva consigo sua esposa e seu filho – um garoto “iluminado” com poderes de vidência. O desenrolar da história e a atuação marcante de Nicholson garantem um filme de primeiríssima.

Quase no fim da década, em 1987, “Nascido para Matar” (Full Metal Jacket) chegou ao cinema como mais uma crítica à guerra, abordando de forma irônica o conflito do Vietnã em dois tempos: o primeiro passado no treino dentro de uma base americana e o segundo no front. A trilha sonora foge do clássico e usa grandes músicas de rock.

Kubrick, talentoso diretor que era, morreu trabalhando. Na verdade, cinco dias depois de apresentar seu roteiro final de “De Olhos Bem Fechados” (Eyes Wide Shut), em 1999. Com Tom Cruise e Nicole Kidman, o suspense que parece uma obra cifrada, traz temas mais uma vez polêmicos, como orgias e um sinistro culto secreto.

Com uma carreira de sucessos variados, Stanley Kubrick deixou sua marca no cinema, influenciou as gerações posteriores e brindou os cinéfilos com pérolas.

Qual o seu filme preferido do diretor?

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